DESTERRO. 10


quando por mim me dei conta
desterrado era…
tudo me era próximo – gentes, falas, mares e o céu
mudavam de cor
como as gentes
o céu sempre
uma clara madrugada que ao longo do dia a escuridão trás
deveria ter sido mais atento
hoje esse recordar
procura por imagens
persisto pensar sobre o futuro
não há graça
necessário ter imaginação por demais
precisar mentir e ser ainda presunçoso
mesmo assim
homem algum deveria estar sempre olhando para trás
mas para si
como todo dia
mirar rugas
sulcos da pele
sombras
pelos
que teimam em cair a mudar de cor
olhar olhos que dizem tudo
e não acreditar nesse tudo sempre

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Esta entrada foi publicada em 22 de outubro de 2012 às 12:57 e está arquivada sob Uncategorized. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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