DESTERRO. 7

Infância em Santiago

Homem discreto, meu pai desconfiaria do meu blog ou da minha página.
Resolvo escrever sobre a nossa vida, a vida de outros, de mim.
Desterro partilhado, relatos das andanças que pertencem aos que se deixaram levar, não por um destino, mas pelos acontecimentos.
Como crianças se adaptando, vivi uma alegria descabida e intensa, hábitos e língua nova a me entreter o suficiente.
Não havia angustia, meu raciocino engatinhava. Era pele, vento frio e o calor dos meus pais: bastava.
Puras e tantas as primeiras impressões. Lembranças de uma infância que todos temos.
Todavia, existe algo de que eu nunca pude fugir. Minha vida revelada aos poucos, permanece como separada por um vidro prestes a quebrar. Sempre vivi assim, numa vitrine, diferente.

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Esta entrada foi publicada em 21 de setembro de 2012 às 19:07 e está arquivada sob Uncategorized. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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