DESTERRO. 2

1964, Janeiro

Nasci numa ilha no sul do Brasil, capital do Estado de Santa Catarina, Florianópolis. Ilha rodeada por praias, coberta por mata virgem, lagoas, dunas e mangues… Uma natureza exuberante, que nem o tempo ou mesmo a avareza dos homens a tornaram menos bela.

Meus avós paternos eram de uma região ao norte, Santo Antônio de Lisboa. Os pais da minha mãe viviam no sul, no Ribeirão da Ilha. Lugares lindos que só mais tarde iria conhecer. Mesmo que a gente viva suas mudanças, que ouça e repare imagens sobre outro tempo. Tudo continua encantado.

Venho de família humilde, meus pais se conheceram no centro, na subida do Morro. Na Rua Crispim Mira, próximo a Mauro Ramos. Eu nasci perto dali, na maternidade Carlos Corrêa, o prédio continua lá até hoje.

Pelas minhas veias corre um sangue açoriano. Sangue de pescadores que quando a pescaria não tinha sido boa, levavam berbigão pra alimentar os filhos. No Ribeirão, um pequeno engenho produzia uma farinha fina e quentinha, que era vendida no  Mercado.

Estranho esse orgulho ilhéu, explicado por não ter vivido uma infância que para mim estava delineada.

(Procissão de Nosso Senhor dos Passos, uma das manifestações mais tradicionais de Florianópolis).

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Esta entrada foi publicada em 4 de setembro de 2012 às 18:06 e está arquivada sob Uncategorized. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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