DESTERRO

 

(Eu e meu pai, Francisco José Pereira. Bélgica 1969).

Existir é como viver num navio. Confiar no destino e no lastro de um porão.

Bons marinheiros não se atêm ao tempo. Ao juntar lembranças, a ordem dos acontecimentos nos ilude. Antes de morrer almejamos que o rastro de nossos ideários nos tragam as explicações que procuramos ao correr da vida.

O que me resta é mais do que suficiente.

Decidi traçar um esboço numa levada de blog, um diário livre, que reproduzo no Face.

Um álbum de família. Simples registros, sem poesia, muito menos literatura, é o roteiro das vivências de homens, mulheres e crianças. Passagens de vida a partilhar.

É uma história que começa há dois meses, quando meu pai faleceu, sem conseguir escrever sua biografia. E logo, como se tudo estivesse esperando ser escrito, sábado passado minha caçula fez seu primeiro aniversário. Como acordado pelo destino, hoje recebo a notícia que meu irmão vai ser pai pela primeira vez.

Filho de exilado político, vivi até os dezesseis anos em vários lugares do mundo, não foi uma escolha. A escolha foi voltar e viver definitivamente no Brasil. Resolvi escrever sobre nós, momentos da vida de uma família que percorreu o mundo ansiando a hora de voltar pra casa. A vida dessas pessoas que esperaram a sua hora.

Anúncios
Esta entrada foi publicada em 3 de setembro de 2012 às 18:22 e está arquivada sob Uncategorized. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: