O cinema de Carlos Reichenbach

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essa espera de ação e nada acontece | já se foram cinco minutos e ninguém morre | o tempo passa e você fica mais impaciente | jovem adorava os prelúdios de filmes franceses | Ano Passado em Marienbad | cenas | só cenas | bastava | como não respeitar um clássico | como suprir seu próprio desejo | balançar intimidade na tela | na vida

outro dia ainda conversava com um amigo sobre o cinema da Boca do Lixo | parava o taxi e levava um tempo para colocar as oito latas de um longa no carro | tanto a falar sobre o que acontecia entre a rua Triunfo e Aurora | havia um boteco que servia um chá maravilhoso | havia gente que fazia um cinema duvidoso

lembro do professor sentado esperando o jantar num tradicional restaurante paulistano perto da avenida Angelica | eu com dezenove ficava com medo daquele olhar severo

na pré-estreia de  “Império do desejo” (1981) levei meu pai | cinéfilo inveterado | passei tanta vergonha nas cenas de putaria que nem comentamos muito o filme

o cinema de Carlos Reichenbach é assim | coisa de gênio | precisa de tempo

Carlão era grande | vai levar seu tempo | usufruir toda sua sintaxe e poesia 

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Esta entrada foi publicada em 14 de junho de 2012 às 21:53 e está arquivada sob Uncategorized. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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